Segunda, 30 Setembro 2019 00:00

Apesar da agenda positiva anunciada pelo governo, a indústria segue preocupada

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Congresso Brasileiro Industria Maquinas

 

A quinta edição do Congresso Brasileiro da Indústria de Máquinas e Equipamentos da ABIMAQ ocorreu nesta segunda-feira (30 de setembro), contando com a forte presença de líderes de áreas estratégicas para dialogarem novas tendências da indústria e apresentarem os novos desafios do setor.

 

João Carlos Marchesan

Durante a abertura o presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, João Carlos Marchesan, afirmou que com o governo fazendo sua parte como investimentos na infraestrutura, a indústria responderá com o desenvolvimento.

 

 

 

 

 

Arnaldo Jardim

 

A indústria de máquinas e equipamentos é representada no Congresso Nacional pelo deputado federal Arnaldo Jardim, presente na abertura do evento, destacando na sua fala: a baixa taxa Selic, o acordo Mercosul-União Européia, a reforma da previdência, o ajuste fiscal, o andamento da reforma tributária, como elementos necessários da macroeconomia para fazer o Brasil voltar a crescer. “Acreditamos na abertura de mercado, mas é preciso salvaguarda aos setores que necessitam de mais apoio governamental, em virtude do estágio atual da economia”, destaca.         

 

 

 

 

 

Carlos da CostaO evento teve como tema ‘Cenários para uma Indústria em Transformação’, após a abertura palestrou o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, expressando a preocupação do governo atual em trabalhar na macroeconomia. Para Costa, o país ficou estagnado enquanto o mundo cresceu e citou problemas com a infraestrutura como um fator comprometedor da situação econômica atual e incentiva a plateia anunciando investimentos em desburocratização do governo nas áreas de cabotagem de portos, telecomunicação, mercado de gás e saneamento, o que irá refletir em melhores negócios para a indústria em geral.

Durante todo o discurso, Costa deixou claro que o papel do governo é estimular a economia por meio do investimento privado, reduzindo a ingerência deste na indústria, o que melhora a visão dos negócios. E destacou como exemplo, a Lei de Liberdade Econômica. Por fim, o secretário apresentou quadros com as propostas do governo que estão em desenvolvimento nas áreas de infraestrutura, inovação, capital humano, concorrência e ambiente de negócios.

Em meio a tanto discurso positivo a plateia ficou intrigada com algumas falas do secretário quando diz que o governo atual trabalha para a retomada do Brasil ao capitalismo, uma vez, que muitos sistemas de controles como o eSocial e o Bloco K são ferramentas socialistas e condenam a indústria a pagar uma conta social que não lhes pertence. "Capitalismo versus socialismo, que conversa bizarra, arcaica", disse o economista Paulo Rabello de Castro durante o debate que entraram na sequência no painel Transformações na Estrutura Produtiva, o qual falaremos em outro texto.

 

Eliane Bastos
Editora do Portal Feiras Industriais

Visto 2407 vezes Última modificação em Terça, 01 Outubro 2019 19:58
Redação

Eliane Bastos
Consultora de Marketing da Ello Consultores
Publisher no portal Feiras Industriais
Blogueira no Marketerapia

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