Redação

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Eliane Bastos
Consultora de Marketing da Ello Consultores
Publisher no portal Feiras Industriais
Blogueira no Marketerapia

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 O fator econômico foi o principal motivo que contribuiu para reduzir o ânimo dos últimos anos no mercado de feiras, algumas diminuíram de tamanho, outras adiadas ou retiradas do calendário.

 

mercado de feiras

 

Mas com esforço e criatividade, o setor realinhou estratégias, priorizou investimentos para sobreviver à crise e já demonstrou retomada de fôlego em 2019 e respira otimismo para 2020.

Um dos principais termômetros desse mercado, o  CALENDÁRIO DE FEIRAS INDUSTRIAIS completa oito anos. A ferramenta online registra as principais feiras do ramo industrial do País: em 2017 reuniu 299 feiras; em 2018, 234; em 2019, 296; e para 2020, 197 (número aumenta até março devido a lançamentos e oficialização de datas de eventos).

“Embora seja normal a quantidade diminuir de um ano para outro, devido ao fato de muitas feiras serem bienais, é notório que o setor de eventos no segmento industrial sentiu a crise econômica”, ressalta Eliane Bastos, diretora da Consultoria de Comunicação e Marketing Ello Consultores, responsável pelo site Feiras Industriais e pela publicação do calendário.

Segundo ela, mesmo com este fator de macroambiente de marketing ainda interferindo no desenvolvimento dos eventos, já podemos constatar certo otimismo no mercado. “Feiras estão sendo lançadas, em setores estratégicos como, por exemplo, no da construção e alimentício; e eventos estão sendo reestruturados e reagrupados”, completa Eliane.

A edição 2020 do CALENDÁRIO DE FEIRAS INDUSTRIAIS reúne 197 feiras em 37 cidades brasileiras, abrangendo 40 setores econômicos. Entre os cinco principais de maior concentração de eventos no ramo estão o de alimentação, automotivo, construção, energia e têxtil.

Pesquisa inédita UFI: Brasil líder

 

Siso

 

E é justamente a economia de mercado a principal preocupação das empresas da indústria de exposições na América Latina, segundo levantamento inédito (novembro/2019) realizado pela UFI - The Global Association of the Exhibition Industry.

O estudo - que será atualizado em seis meses e lançado posteriormente a cada ano – contou com a participação de 126 empresas de exposições de 17 países da região. Ele revela que as perspectivas de crescimento econômico estão em alerta na Argentina, Brasil, México, Paraguai e Uruguai, devido ao contexto global e aos fatores locais, o que tem influenciado o desenvolvimento da indústria de exposições na região.

A pesquisa também aponta que entre as três questões que as empresas do setor de exposições consideram as mais importantes para seus negócios em 2020, a economia de mercado doméstico aparece como a principal para quase um terço (30%), seguido pela concorrência (24%), e desenvolvimentos econômicos globais (21%). Temas como gestão financeira, concorrência com outras mídias e recursos humanos surgem na sequência.

O estudo também consolida a posição do Brasil e do México como os líderes regionais, detendo 67% da capacidade total da América Latina, com 141 instalações para realização de eventos.

Em termos de números locais e capacidade bruta de espaço para exposições internas, o Brasil é o líder regional com 76 locais e 1.017.779 m². O país detém 40% de toda a capacidade na América Latina e possui mais de 34% de todas as instalações da região. A cidade de São Paulo concentra o maior número deles: 9.

 

 

Ubrafe: perspectivas para 2020

A UBRAFE – União Brasileira dos Promotores de Feiras, principal entidade do setor no país, também coloca a situação econômica do país como fator primordial para o progresso desse mercado em 2020.

“O segmento de promoção comercial, feiras de negócios, é um espelho da economia, esperamos melhoras gradativas como a do segundo semestre de 2019”, explica Armando Arruda Pereira de Campos Mello, presidente Executivo. Para ele, os eventos B2C – de grande público com experiências, geralmente relacionadas à área de entretenimento - serão umas das tendências nesse ramo de feiras no Brasil para os próximos anos.

A economia também é o tema de uma pesquisa que a entidade lançou em 2019 junto com seu Calendário de Feiras 2020, mas que terá outros desdobramentos: Pesquisa de Impacto Econômico das Feiras na Região Metropolitana de São Paulo.

Em uma breve análise sobre o mercado brasileiro de feiras nos últimos anos, a entidade revela que entre os pontos positivos está o sistema mais democrático de promoção comercial no país. “Melhorou o custo/benefício. Mesmo assim, o mercado sofreu o impacto da economia lenta, principalmente as feiras regionais. Mas o setor deve retomar seu desenvolvimento em 2020”, conclui Armando.

 

 

Informa Markets: número 1 do mundo

 

Considerada a maior organizadora de eventos do mundo, após união global com a UBM num negócio de 4 bilhões de libras esterlinas, a Informa Markets atua no Brasil com mais de 30 feiras em segmentos como o da saúde e nutrição, infraestrutura, construção, alimentos e bebidas, agronegócio, metal mecânico, tecnologia e telecom.

Para Marco Basso, presidente da empresa, as expectativas para 2020 são boas: “as feiras de negócios são reflexo da economia do País e temos boas perspectivas, principalmente depois dos resultados apresentados no segundo semestre de 2019, como o do crescimento do PIB”, explica.

Segundo ele, este otimismo já é perceptível no setor de feiras. “Em todos os nossos eventos de 2019 percebemos um aumento nas intenções por investimentos, em praticamente todos os setores, o que nos traz perspectivas muito positivas para 2020”, ressalta.

Sobre um diagnóstico do setor de feiras no Brasil, ele destaca o crescimento dessa indústria nos últimos anos, o que inclui a profissionalização de todos os players e maior capacitação dessa indústria.

Além disso, aponta a transformação dos eventos em polos de conteúdo qualificado e em lugares de experiência para o visitante. “Isso contribuiu para atrair ainda mais um público formador de opinião e a transformar as feiras em locais efetivos para geração de negócios”, explica.

Em sua opinião, um ponto a ser aprimorado nesse mercado é a descentralização dos eventos, hoje bastante concentrados em São Paulo (dado apontado pela pesquisa UFI que mostra que a cidade ainda possui o maior número de espaços).

“Para 2020, a ideia é intensificar ainda mais o contato com os mercados, inclusive os regionais. Observando suas necessidades e demandas, e propondo soluções customizadas para o segmento B2B no Brasil”, conclui.

 

Abimaq: apoio a mais de 40 eventos  

Para umas das mais importantes entidades do setor industrial do País, a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o Brasil passou por uma grande crise nos últimos anos, mas o mercado já começou a esboçar reação em 2019 com um novo ânimo no setor de bens de capital.

Para a entidade, essa reação é consequência dos esforços do governo, principalmente com a aprovação das reformas da previdência e a tributária, o que tem gerado este novo ânimo ao setor industrial com a retomada dos investimentos. “Isso tem gerado uma ótima expectativa Lariza Piopara o setor de feiras em 2020 e para os próximos anos”, enfatiza Lariza Pio, gerente de Marketing, Feiras e Eventos da ABIMAQ.

Segundo ela, com a retomada da economia, algumas feiras que foram canceladas devido à crise estão retomando em 2020 e outras novas surgindo diante deste novo cenário. “Como exemplo, podemos citar as novas feiras para o setor de infraestrutura. Também não podemos deixar de mencionar o bom momento da agricultura nacional, o que favorece o fortalecimento das feiras do segmento”, completa.

Outro exemplo que comprova o otimismo com o setor de feiras é que a Abimaq irá investir num novo evento em 2020: a PPW – Packaging & Process Week. Uma feira criada para atender a demanda desse segmento, que buscava um evento com realização bienal, de abrangência internacional, para todas as indústrias que consomem, transformam e produzem embalagens e seus derivados.

Para Abimaq, que possui cinco feiras próprias e apoia mais 40 eventos em diferentes segmentos da indústria, as feiras continuam sendo excelentes plataformas de negócios e funcionam com um termômetro para o mercado.

“Com todas as facilidades do mundo digital, a feira ainda é o local onde é possível comparar e analisar as melhores opções de máquinas, equipamentos, softwares, serviços e outras possibilidades oferecidas em um evento, como atualização técnica e de conteúdos diversos, isto é muito importante”, ressalta Lariza. Em sua opinião, o setor precisa ampliar o número de bons pavilhões com facilidades de acesso, principalmente no caso de grandes eventos.

Para 2020, um dos principais objetivos da Abimaq é o de intensificar sua atuação em prol do desenvolvimento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos com diversas ações que tragam resultados para os seus associados.

Entre estas ações está a realização e apoio às feiras de interesse das empresas associadas.  “Com o lançamento da nova feira da entidade, a PPW, segmento de embalagens, o fortalecimento da Feimec, feira de máquinas e equipamentos, e da Agrishow, tecnologia agrícola, bem como o surgimento de novos eventos, o serviço da entidade nessa área será ampliado para 2020 e próximos anos”, finaliza.

 

Por Ivaldo Gonçalves, especialista em feiras e eventos de negócios 

para o Portal Feiras Industriais.

 

 

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